Ainda pouco passei muito mal!
Na verdade antes de almoçar minha mãe entra no escritório e diz que quer conversar comigo com um ar meio exaltado de quem tem algo sempre negativo a dizer sobre a minha pessoa, e ela sempre tem algo negativo a dizer sermpre.
É horrível sentar poucos minutos na frente dela, principalmente quando você fica calado sem ter o que falar, ela sempre vem falar da sua profissão e atribuir sempre um desucesso a você que se deve ao fato de não agir como ela considera que é o certo.
O pior que sempre compara com alguém.
Isso até já aprendi a me controlar.
Mais hoje como sempre ela agiu de modo pesado e desnecessário.
Algo que um filho ouvir de uma mãe dói e dói muito.
Pirmeiro veio dizer que ontem a noite, quando havia dado uma saída com amigos, "um cara, um viado veio aqui na porta e perguntou por mim, o jr tá aí?"
Disse que não deu boa noite e nada, que estava bêbado, que era nojento, deu as piores característica de um ser humano.
O que provavelmente não é verdade, pois ela mente muito.
E não sei de amigo meu que viesse aqui em casa porque todos sabem como é aqui.
Perguntei se tinha nome ela disse que não lembrava, e continuou falando que so viados que ando são mal educados.
Disse que por favor não dê o endereço dela pra ninguém e nem que passem aqui na rua de casa, pois pra ela homessualismo é falta de vergonha, ela não vê como outra coisa porque não acredita na possibilidade de ter tanta mulher no mundo e homem procurar outro homem.
Disse e repetiu milhões de vezes que por favor não deixe mais ninguem vir aqui na porta da sua casa que respeite o seu espaço.
Inclusive no escritório, que como ela mesmo disse, não era querendo alegar, mais é dela, e portanto ela não quer gay aqui que é falta de respeito com ela.
Falou que minhas amizades são pessoas de baixo nível, são pobres, que deveira arrumar pessoas de um nível melhor, um nível que fosse igual o meu por ter a profissão que tenho.
Daí falou que tem vários profissionais gays que se relacionam bem na cidade, e citou, as maiores bixas desvairadas da cidade, os gays médicos que não tem nenhum respeito como homens pois são umas mulheres perfeitas, são desmunhecadaos e falam fino e andam pegando tudo que é garotinho de programa da cidade.
Mais como são médicos parece que tem o crédito dela.
Falou do dia que meu grande amigo "Al" de Goiânia veio aqui em casa, quando chegou de lá depois do carnal, porque não estava conseguindo falar comigo pelo celular.
Falou que quando viu ele entrou no quarto e falou em alto som e com a mãe na cabeça: Ah "I" começou de novo!
Como se o fato deles terem vindo aqui foi uma falta de respeito com ela.
Eu nem em frente de casa sequer fiquei, foi uma situação horrível pra mim, e pra ele que me pediu desculpa quando viu o clima.
Fiquei muito sem graça com eles aqui e ela na área observando (vigiando literalmente) como se eu fosse um marginal por estar ali, escondido embaixo da árvore em uma situação muito constrangedora, e por ele ter vindo aqui apenas me ver e avisar que havia chegado na cidade depois de tanto tempo.
O pior: Falou que quando perguntam se ela é mãe do "Dr. Jr", que ela morre de vergonha, que vai lá no alto e muda de cor, que não sabe nem o que falar. Que em vez de orgulho, sente vergonha!
Que não sabe o que fez pra merecer uma filha puta, e um filho que escolheu ser viado.
Falou que até a afilhada dela, que é mais doida que a filha, escolheu um homem bom porque o cara é promotor de justiça.
Falou ainda sobre o fato de eu fumar.
Hoje de manhã, não sei como, apareceu uma ponta de cigarro na garagem.. Que não era meu pois vi o nome do cigarro no toco e era de um cigarro de baixa qualidade que não fumo, desses de 1 real.
Ela veio e disse com arrogância: Jr pega aquela ponta de cigarro que tu jogou ali na garagem, por favor.
Eu falei:? eu pego, mas não fui eu.
E ela: se não foi quem foi?
Eu disse: não sei.
Daí pra emendar o papo veio dizer que odeia cigarro e que não entende como que eu fumo, que é uma falta de respeito com ela eu fumar no carro, na casa dela, que ela fica toda fedendo os braços.
Gente eu fumo escondido, quando fumo é no escritório e antes de entrar em casa me limpo todo.
Mas ela tem que fazer eu me sentir um marginal por fumar.
Falou tudo isso e saiu.
Disse que no entender dela deveria arrumar amigos do meu nível.
Falou que não entende como meus amigos são pobres e usam brinco.
Foi horrível tudo isso!
É sempre horrível e eu não sei o que fazer.
Fico desconsolado, doente mesmo.
Tenho que estudar pra poder passar em um concurso, ter um emprego bacana.
A advocacia aqui é muito ruim.
Eu não tenho talento pra conseguir clientes tanto assim, trabalho direito nos meus processos, mais não tenho entrosamento o bastante pra conseguir muitos clientes.
Sou fechado, introspectivo.
E isso é uma barreira aqui, ou em qualquer outro lugar.
Em "Brasília" tinha esse problema, estava em um escritóio que tinha meu salário e tudo mais, mais queria mais e não conseguir porque travava. É meu jeito.
Tenho que estudar, e aguentar não sei até quando, só sei que perco muito dos meus anos de juventude, tendo que estar sendo vigiado a todo momento, e sendo questionado pela mãe sempre negativamente sobre os meus atos, meu jeito, minha personalidade, sem poder ter amigos, até amigos de um nível melhor, ter diversão, fazer o que quero.
Por último ela disse que tô perdendo a razão do bom senso, que ando extrapolando por ser gay, que não tô mais nem aí pra sociedade.
É mole!